Há muito que nossos queridos bois fazem parte da história e da trajetória do Engenho Lanches. São anos de companheirismo. Muitas famílias e clientes que o digam. Foram centenas, milhares de fotos ao lado destes enormes animais. E como eles gostam de um carinho.
Do antigo ambiente que viviam, restou apenas a história. Com a nova sede, eles ganharam um espaço exclusivo integrado à natureza, onde eles são exclusivamente soltos e cercados de muita atenção e liberdade. O local é de uma beleza indescritível. Há uma passarela sobre um lago que dá acesso à nova casa dos bois e a visitação é aberta ao público.
Aos nossos clientes e amigos, um convite: Eles aguardam a presença e muitas fotos de todos. Ah, mas lembrem-se do carinho, eles adoram…

Quando foi comprar o seu primeiro boi, Mário só tinha uma moto, pois havia vendido o restante do que tinha para comprar a moenda e iniciar o Bar Engenho. Na negociação, o dono do boi fez uma proposta muito alta para ele na época. Ao olhar para a moto, perguntou o que mais ele possuía, e ele respondeu que tinha apenas uma parelha de novilho. Então o dono disse: “Se você deixar a moto e mais a parelha de novilho, pode ficar com o boi”. Ele aceitou, porque precisava do boi para começar.

No início, ter apenas um boi era pouco, mas Mário não tinha condições de comprar outro. Seu irmão Alberto possuía um novilho muito bonito, que passou a lhe emprestar para passar o verão. Quando chegava o inverno, Alberto levava o boi de volta para usar na lavoura. Assim seguiram até que Alberto decidiu vender o boi. Mário tentou comprar, mas não conseguiu. No verão seguinte, conseguiu o empréstimo do boi, até conseguir comprá-lo em definitivo. Baíto chegou a Paulo Lopes, para a inauguração do Engenho em 1996, e permaneceu ali até o fim de sua vida. Baíto era manso e muito bonito e se tornou o símbolo do Engenho.

O Brasino é desses bois que têm pelagem única e indescritível. Além de lindo, carrega consigo a lenda de que boi “brasino” é bravo. E de fato era! Brasino era dócil quando estava na moenda. Porém solto, não era tão confiável. Bufava, olhava atravessado. O Brasino chegou no Bar Engenho ainda novilho, numa troca realizada entre o Mário e o proprietário do boi. Lá, o Brasino foi treinado para tocar a moenda de cana e em 1996 foi levado para o Engenho em Paulo Lopes.

Lavrado era do Bar Engenho, mas em 1999 veio para o Engenho em Paulo Lopes para a tocar a moenda de cana. Depois de um tempo, ele voltou para o Bar Engenho e não retornou. Era um boi jovem, de passos rápidos, que trabalhava muito naquelas horas de maior movimento. Não era carismático nem sociável. O que ele gostava mesmo era de caminhar!

Alegre era um boi que puxava madeira no mato, cangado com outro boi. Era do Zé do Vardemazinho, que procurou o Adilson para oferecer o boi, quando a parelha do Alegre morreu, dizendo que o destino dele agora era incerto. Alegre nunca tinha entrado em um engenho ou trabalhado sozinho, foi preciso explicar para ele a atividade. Numa moenda improvisada, do lado de fora do Engenho, ele foi cangado e aprendeu ali como tocar a moenda. O Alegre se tornou um dos bois mais queridos do Engenho.

Certo dia, o Altair, um dos colaboradores do Engenho na época, estava passeando com sua filha, quando ela avistou um boi rodeado por 4 homens e encantou-se com a beleza do animal, comparando-o a um dálmata. Ao se aproximarem, souberam que Morinho iria para o abate. O Altair, em nome do Engenho, fez uma proposta ao proprietário do boi, mas a mesma fora negada, pois toda a carne já estava vendida. Insistentemente, ele ofereceu um valor mais alto do que o normal alegando que pagaria o necessário para livrar Morinho. Ele se tornou parte do Engenho e em 2016 foi doado para viver em um sítio.

Um dos colaboradores do Engenho avistou Estrelo na BR e impressionou-se com a semelhança com o primeiro boi do Engenho, o Baíto. Logo, o colaborador decidiu procurar o proprietário do animal para lhe fazer uma proposta, que fora negada imediatamente. O dono do boi alegou que não venderia seu animal para o abate, pois tinha ganhado em um torneio de dominó, cuidava muito dele e o estimava bastante. Inclusive, citou que só venderia seu boi para o dono do Engenho, conhecido na região justamente por zelar pelos bois. Então o colaborador se identificou como gerente do Engenho, o proprietário fechou o acordo.

No mesmo dia em que Estrelo passou a fazer parte do Engenho, um senhor veio até o local e ofereceu um boi muito bonito, mas que hesitamos em comprar justamente porque já havíamos comprado o Estrelo. Para nossa surpresa, o senhor alegou que já conhecia o Estrelo e por isso havia nos procurado. O boi que ele estava oferecendo havia crescido junto com o Estrelo e foram separados após o torneio de dominó. Decidimos comprar o Brilhante e proporcionar o reencontro dos bois.

O típico ajudante geral. O Baitinho, apelido carinhoso fazendo referência ao Baíto, já visitava o Engenho recolhendo os resíduos de alimentos com seu dono Paulinho, um amigo de longa data. Baitinho veio ao Engenho fazer trabalhos externos, como puxar trato e recolher bagaços. Paulinho ficou muito feliz e aceitou o negócio de pronto, pois o que ele mais gostava era de ensinar os animais a serem dóceis e traquejar bem o manejo dos carros. O Baitinho jamais tocou a moenda de cana, mas foi um especialista nas atividades externas.

O mesmo proprietário do Estrelo veio nos oferecer o Barroso, por ser um animal muito bonito e dócil. Tendo conhecimento de toda a nossa preocupação e cuidado para com os animais, reafirmando que aquele boi só seria vendido ao Engenho. Decidimos comprar para inaugurar a casa nova com um novo animal e inovando o conceito em relação ao ambiente para os bois, que a partir da inauguração passariam a ter um espaço exclusivo para eles, integrado a natureza, e não tocariam mais a moenda de cana. Barroso nunca foi cangado.

Jardim está no Engenho desde 2024. Foi em uma manhã de sábado que Adilson o conheceu pessoalmente, depois de o antigo proprietário insistir para que fosse apresentado aos bois. Assim que chegou e viu Jardim vindo em sua direção, Adilson percebeu que ali nascia mais uma história. Por lidar com bois desde a infância, ele reconheceu imediatamente o carinho e o respeito presentes no animal. Jardim cresceu ao lado de Dourado e, desde então, sempre trabalharam juntos e do mesmo lado. Até na hora de dormir, a cocheira precisava ser organizada para que Jardim ficasse ao lado de seu companheiro. Em exposições, mantém a mesma lealdade: está sempre junto de Dourado, reforçando a união dos dois.

Dourado também está no Engenho desde 2024 e foi apresentado a Adilson na mesma manhã em que conheceu Jardim, após a insistência do antigo proprietário para que ele fosse ver os bois pessoalmente. Quando Dourado caminhou em sua direção, junto de Jardim, Adilson percebeu o vínculo especial que existia entre eles. Criados juntos desde pequenos, sempre trabalharam lado a lado e mantêm esse hábito até hoje. Na cocheira, Dourado só se acomoda se estiver ao lado de Jardim, e o mesmo acontece nas exposições, onde permanecem juntos o tempo todo. A parceria e sintonia entre os dois fazem parte da essência de Dourado e marcam sua presença no Engenho.